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Fórum da Agenda 21 de Guapimirim
 
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Legenda:
Representantes do Forum da agenda 21 Local de Guapimirim e facilitadores da oficina, realizada em Rio Bonito, novembro de 2008
 
Com a instalação do Comperj, nas proximidades de Guapimirim, foi criado o Fórum Municipal da Agenda 21 de Guapimirim. Após mais de um ano de encontros, moderados por facilitadores de quatro Ong's contratadas pela Petrobras, reuniram-se por três dias em Rio Bonito, no Hotel Fazenda Pedras Negras, com 24 participantes dos quatro segmentos de trabalho que abrangem o poder público, setor empresarial, Ongs e comunidade.
 
As 15 cidades que serão impactadas pelo Comperj estão elaborando as suas Agendas 21, através da aplicação da metodologia usada pelo Ministério do Meio Ambiente para a implementação de agendas 21 locais, foram estudados os 40 capítulos para conhecer os vários assuntos ligados ao crescimento sustentável, diagnósticando problemas e apontando soluções.

No próximo dia 11/12, o membros do forum se reunirão, dessa vez sem a moderação das ong`s, para começar a discutir ideias, para uma Guapimirim, melhor!

Queremos, sim. O desenvolvimento do nosso municipio. Só que de forma SUSTENTÁVEL. Preservando o que temos de melhor, que é a nossa maravilhosa NATUREZA.

O Fórum da Agenda 21 de Guapimirim, é composto pelas seguintes pessoas:


1º. Setor
Jaqueline Ferreira Machado Patricio
Júlio Camargo
Márcia Mônaco
Marilene Vargas Ribeiro
Marinete S. Chaves Cheppi
Marlene Maria Rodrigues
Roberto Romulo Brandão Freire
 
2º. Setor
Eliani de Sá Mayerhofer
José Carlos Della Vedova
Juçara Maria Fontes Cerqueira
Mario Sergio Domingos Seixas
Rogério de Almeida Vidaurre
Valmir Alves Rosa
Rosa Branca Ribeiro
 
3º. Setor
Ana Helena Goulart
Ângela França de Oliveira
Maria Ana Oliveti Tuão
Maria Emília Nascimento
Maria Julieta Rossi
Paulo Antonio Xavier Daim
Theo Fernandes
 
4º. Setor
Antonio C. Alcântara do Nascimento
Fabiana Campos Rocco
Gilson Machado Abreu
Maria José Braga Cunha
Marco Nunes de Oliveira
Jogilene Felix
Valdecir Antonio Sellis
 
A Agenda 21 é um documento que propõe redirecionar o desenvolvimento para a direção apontada pelas idéias associadas à
sustentabilidade do planeta. Foi aprovado por 179 países que participaram da Rio 92 - Conferência das Nações Unidas para o
Meio Ambiente e o Desenvolvimento - realizada em 1992 no Rio de Janeiro.
 
Com a Agenda 21, a comunidade internacional assumiu compromissos com a mudança da matriz de desenvolvimento no
século XXI. O termo "Agenda" foi concebido no sentido de planejamento, desejo de mudanças para um novo modelo de
civilização, e para novos padrões de produção e consumo onde predomine o equilíbrio entre o crescimento econômico, a justiça
social e o respeito ao meio ambiente.

Na prática, Agenda 21 é um processo de planejamento participativo que envolve a implantação de um Fórum da Agenda 21,
composto por governo e sociedade civil, responsável pela construção de um Plano Local de Desenvolvimento Sustentável (PLDS), que
reflita os anseios, desejos e necessidades locais por meio de projetos e ações de curto, médio e longo prazo, com os respectivos
meios e responsabilidades do governo e demais setores da sociedade local na implementação, acompanhamento e revisão
desses projetos e ações.

 
 

A farra dos sacos plásticos

André Trigueiro: pós-graduado em meio ambiente, jornalista, redator e apresentador do Jornal das 10, da Globonews, desde 1996.

"Creio que um dos primeiros presentes que recebi de meus sogros em Viena foram 2 bolsas de algodão para ir ao Supermercado. Depois compreendi".

Os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele será embalado num saquinho plástico.
O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico. Nossa dependência é tamanha que quando ele não está disponível costumamos reagir com reclamações indignadas.
Quem recusa a embalagem de plástico é considerado, no mínimo, exótico.
Outro dia fui comprar lâminas de barbear numa farmácia e me deparei com uma situação curiosa: a caixinha com as lâminas cabia perfeitamente na minha pochete. Meu plano era levar para casa assim mesmo. Mas num gesto automático, a funcionária registrou a compra e enfiou rapidamente a mísera caixinha num saco onde caberiam seguramente outras dez.
Pelas razões que explicarei abaixo, recusei gentilmente a embalagem. A plasticomania vem tomando conta do planeta desde que o inglês Alexander Parkes inventou o primeiro plástico, em 1862. O novo material sintético reduziu os custos dos comerciantes e incrementou a sanha consumista da civilização moderna.
Mas os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornou o consumidor um colaborador passivo de um desastre ambiental de grandes proporções. Feitos de resinas sintéticas originadas do petróleo, esses sacos não são biodegradáveis e levam séculos para se decompor na natureza. Usando
a linguagem dos cientistas, esses saquinhos são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, e é impossível definir com precisão quanto tempo levam para desaparecer no meio natural.
No caso específico das sacolas de supermercado, por exemplo, a matéria-prima é o plástico filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD).
No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que já representa 9,7% de todo o lixo do país. Abandonados em vazadouros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água, retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis, e dificultam a compactação dos detritos.

Essa realidade que tanto preocupa os ambientalistas no Brasil, já justificou mudanças importantes na legislação - e na cultura - de vários países europeus.
Na Alemanha, por exemplo, a plasticomania deu lugar à sacolamania (cada um levando sua própria sacola). Quem não anda com sua própria
sacola a tiracolo para levar as compras é obrigado a pagar uma taxa extra pelo uso de sacos plásticos. O preço é salgado: o equivalente a sessenta centavos a unidade.

A guerra contra os sacos plásticos ganhou força em 1991, quando foi aprovada uma lei que obriga os produtores e distribuidores de embalagens a aceitar de volta e a reciclar seus produtos após o uso. E o que fizeram os empresários? Repassaram imediatamente os custos para o consumidor. Além de antiecológico, ficou bem mais caro usar sacos plásticos na Alemanha.

Na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de irlandeses indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha, e mochilas.

Em toda a Grã-Bretanha, a rede de supermercados CO-OP mobilizou a atenção dos consumidores com uma campanha original e ecológica: todas as lojas da rede terão seus produtos embalados em sacos plásticos 100% biodegradáveis.

Até dezembro deste ano, pelo menos 2/3 de todos os saquinhos usados
na rede serão feitos de um material que, segundo testes em
laboratório, se decompõe dezoito meses depois de descartado. Com um detalhe interessante: se por acaso não houver contato com a água, o plástico se dissolve assim mesmo, porque serve de alimento para microorganismos encontrados na natureza.

Não há desculpas para nós brasileiros não estarmos igualmente preocupados com a multiplicação indiscriminada de sacos plásticos na natureza.
O país que sediou a Rio-92 (Conferência Mundial da ONU sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente) e que tem uma das legislações ambientais mais avançadas do planeta, ainda não acordou para o problema do descarte de embalagens em geral, e dos sacos plásticos em particular.
A única iniciativa de regulamentar o que hoje acontece de forma aleatória e caótica foi rechaçada pelo Congresso na legislatura passada. O então deputado Emerson Kapaz foi o relator da comissão criada para elaborar a "Política Nacional de Resíduos Sólidos".
Entre outros objetivos, o projeto apresentava propostas para a destinação inteligente dos resíduos, a redução do volume de lixo no Brasil, e definia regras claras para que produtores e comerciantes assumissem novas responsabilidades em relação aos resíduos que descartam na natureza, assumindo o ônus pela coleta e processamento de materiais que degradam o meio ambiente e a qualidade de vida.
O projeto elaborado pela comissão não chegou a ser votado. Não se sabe quando será. Sabe-se apenas que não está na pauta do Congresso.
Omissão grave dos nossos parlamentares que não pode ser atribuída ao mero esquecimento.
Há um lobby poderoso no Congresso trabalhando no sentido de esvaziar esse conjunto de propostas que atinge determinados setores da indústria e do comércio.
É preciso declarar guerra contra a plasticomania e se rebelar contra a ausência de uma legislação específica para a gestão dos resíduos sólidos.
Há muitos interesses em jogo.

Qual é o seu?

Vamos fazer a nossa parte, vamos repassar a mensagem.

"Palavras não transformam e sim atitudes."

 
 
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